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terninho do poder

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Quem nunca vestiu um terninho bem cortado e não se sentiu uma executiva de alto nível, poderosa. Na linguagem da moda, o terninho é sinônimo de posição social elevada. Ele é o uniforme da autoridade, tanto que às vezes, se referem às que o usam como “doutoras”.Ele se origina do vestuário masculino, como muitas outras roupas de mulher, entre elas, um bom exemplo foi o uso das ombreiras em blaizeres na década de 80. Muitos a-b-o-m-i-n-a-m, mas tinha um significado especial – as mulheres precisavam ter uma silhueta masculina, já que estavam ingressando no mercado de trabalho em busca de cargos de chefia e travando uma verdadeira guerra dos sexos. As ombreiras funcionavam como uma espécie de armadura e lhes configurava força e poder.

Em sua versão mais amável, de saia, isto é, como tailleur, ele passa um tipo de autoridade neutra; ou seja, enfatiza o status de quem o usa, mas ao mesmo tempo lembra a todo momento que se trata de uma fêmea.

Mas um terninho feito como o masculino numa mulher é duplamente provocativo: sugere tanto a influência direta do terno tradicional como as implicações eróticas de uma mulher num traje masculino.As mulheres que fizeram do terninho o seu emblema –Marlene Dietrich , Katharine Hepburn, Françoise Hardy, Bianca Jagger – são sem sombra de dúvida, sensuais, porem de forma discreta, um tipo de mulher que possui uma sexualidade como uma espécie de corrente submarina, em vez de um tsunami, e elas sabem como se mostrar arrogantes, mas é tudo lógico, moderadamente. Uma mulher em um terno de homem, desde que não esteja tentando disfarçar o fato de ser mulher, é sempre provocante.

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O terninho foi sem dúvida o mais revolucionário avanço da moda, nele uma mulher poderia ser tanto uma sereia como uma mulher de negócios – uma combinação que se destacou numa famosa campanha publicitária dos anos 70, feita para o perfume Charlie da Revlon, os anúncios focalizavam mulheres vestindo ternos YSL, atravessando com passadas largas uma cidade que estava preste a cair em suas mãos.

Desse modo, muito poucas mulheres hoje em dia preferem usar tailleurs. Só as que têm trabalhos muito cheios de nove horas se acham na obrigação de usá-los. Estilistas como: Helmut Lang e Nicolas Ghesquiére (que em geral criam para homens, mas que as mulheres chiques preferem) fazem terninhos que combinam com a imagem que as mulheres querem ter hoje em dia: bem tratadas, capazes e confiantemente sensuais. Seus ternos são extremamente modernos.Além disso, numa época em que o ritmo da moda é tão feroz, o terno consegue oferecer malícia, inteligência e poder de permanência.” (Leia esta matéria completa no site Spiner)

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